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As Mil e uma Noites
As Mil e Uma Noites (Alf Lailah Oua Lailah) é uma obra clássica da literatura Persa, consistindo numa coleção de contos orientais compilados provavelmente entre os séculos XIII e XVI. São estruturados como histórias em cadeia, em que cada conto termina com uma deixa que o liga ao seguinte. Essa estruturação força o ouvinte curioso a retornar para continuar a história, interrompida com suspense no ar. O uso do número 1001 sugere que podem aparecer mais histórias, ligadas por um fio condutor infinito. Usar 1000 talvez desse a idéia de fechamento, inteiro, que não caracteriza a proposta da obra.
Schahriar, rei da Pérsia, vitimado pela infidelidade de sua mulher, mandou matá-la e resolveu passar cada noite com uma mulher diferente, que mandava degolar na manhã seguinte. Recebendo como mulher a Sherazade, esta iniciou um conto que despertou o interesse do rei em ouvir-lhe a continuação na noite seguinte. Sherazade, por artificiosa ligação dos seus contos, conseguiu encantar o monarca por mil e uma noites e foi poupada da morte.
A história conta que, durante três anos, moças eram sacrificadas pelo rei, até que já não havia mais virgens no reino, e o vizir não sabia mais o que fazer para atender o desejo do rei. Foi quando uma de suas filhas, Sherazade, pediu-lhe que a levasse como noiva do rei, pois sabia um estratagema para escapar ao triste fim que a esperava. A princesa, após ser possuída pelo rei, começa a contar a extraordinária "História do Mercador e do Efreet", mas, antes que a manhã rompesse, ela parava seu relato, deixando um clima de suspense, só dando continuidade à narrativa na manhã seguinte. Assim, Sherazade conseguiu sobreviver, graças à sua palavra sábia e à curiosidade do rei. Ao fim desse tempo, ela já havia tido três filhos e, na milésima primeira noite, pede ao rei que a poupe, por amor às crianças. O rei finalmente responde que lhe perdoaria, sobretudo pela dignidade de Sherazade.
Fica então a metáfora traduzida por Sherazade: a liberdade se conquista com o exercício da criatividade.
O original em árabe recebia o título de as 1000 noites, que foi alterado mais tarde por ser o número 1000 um número de mal agouro na cultura árabe. A história de Aladim e a lâmpada maravilhosa foi incluída mais tarde por ser muito apreciada e está entre as histórias mais famosas que Sherazade conta. Merecem destaque também as de Simbad (o marinheiro que fica rico em sete viagens fantásticas) e de Ali Babá (que consegue fortuna enganando os famosos quarenta ladrões).
De vertellingen van Duizend-en-één-nacht
Het verhaal gaat dat de koning Sjahriaar door zijn vrouw bedrogen was. Om herhaling te voorkomen besluit hij voortaan elke avond een nieuwe maagd te huwen en haar de volgende ochtend ter dood te brengen. Na enige tijd huwt hij de dochter van zijn grootvizier: Sjahrazad (meestal geschreven als Sheherazade).
Om aan de executie te ontkomen vertelt zij hem in de huwelijksnacht een verhaal dat nog niet af is. Om te weten hoe het afloopt spaart hij haar. De volgende nacht komt het vervolg, maar ook dat verhaal is niet af. De koning gunt haar nog een nacht. Dit houdt Scheherazade 1001 nachten vol en elke nacht wordt afgesloten met een onvoltooid verhaal. Ondertussen schenkt zij hem enkele kinderen. Wanneer de verhalen uiteindelijk ten einde zijn, is de koning zo van haar gaan houden, dat hij haar gratie schenkt en ze zijn definitieve vrouw mag worden.
De bekendste verhalen uit de verzameling zijn:
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Aladin en de wonderlamp· Sinbad de zeeman
· Ali Baba en de veertig rovers
Deze verhalen werden echter aan de verzameling toegevoegd in de Franse vertaling van
Antoine Galland in het begin van de 18de eeuw; ze kwamen niet voor in de oorspronkelijke Arabische tekst. Dat is wellicht de reden dat er sprookjes zijn die er nogal op lijken. Het sprookje Sesam Open U! van de gebroeders Grimm is een ingekorte variant op Ali Baba en de sprookjes Het Blauwe Licht (Grimm) en De Tondeldoos (van Hans Christian Andersen) tonen parallellen met Aladin.De Russische componist Nikolaj Rimski-Korsakov heeft eind 19e, begin 20e eeuw balletmuziek geschreven voor uitvoeringen van het klassiek ballet Sheherazade, waarin ook het stuk van Sindbad de Zeeman voorkomt. De compositie wordt tegenwoordig minder als balletstuk uitgevoerd maar meer als concertmuziek.
Minder bekende verhalen zijn:
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De visser en de geest· Prins Ahmed en de fee Pari Banoe
· De bochel
· Prins Kamar Alzaman en Boedoer
· Abukier en Abuzier (Abu Kir en Abu Sir) Bron/Fonte: Wikipédia

