O mês de Fevereiro, o mês de carnaval e os Gilles de Binche,
Desde o século catorze já celebra a vila de Binche o regresso da Primavera com um cortejo carnavalesco. A única ocasião para a população a ver desfilar os Gilles. Mesmo fora do país têm fama pelos seus fatos exóticos e o lançar das laranjas. Numerosos são as lendas sobre a origem desta tradição antiga. A mais conhecida história é que a governadora
a Maria de Hungria ofereceu em honra para irmão
Carlos Quinto e seu filho Filipe de Espanha um cortejo para louvar as conquistas dos espanhóis na América do sul. Os cortesãos teriam estar vestidos como Incas. Uma variante da lenda conta que mesmo participarem verdadeiros Índios no corso. Na altura a população estava cativada pelo carácter exótico que acostumavam andar durante o carnaval como Índios. Na terça-feira de carnaval, os Gilles saem da casa para dançar, vestidos nos seus trajes e plumas espectacular. Os Gilles mostram no desfile as suas tradicionais máscaras de Binche: com ósculos, um bigode e
uma barbicha a moda de Napoleão terceiro. O fato consiste de uma camisa e calças em tecido de juta, decorados de ornamentos (leões) uma cinta com seis ou nove sinetas e no colo um sino grande, uma cesta cheia de laranjas, uma vassoura e calçados de socos, todavia a peça mais marcante fica o chapéu de plumas da avestruz. Dançando no ritmo das sinetas e os socos, os Gilles festejam três dias inteiros nas ruas de Binche.
O Unesco tem protegido em 2003 o carnaval de Binche como património mundial