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CASA PORTUGUESA

escrito por um belga
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a rua

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                          Lisboa

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A costa alentejana

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       Foto: Lago da barragem Alqueva
A costa alentejana é uma região em Portugal que muitas vezes está tratado pelas autoridades como uma madrasta convive com o enteado. O Alentejo litoral uma zona virgem entre Setúbal e as praias populares da Algarve entra se pela dezassete quilómetros comprida ponte "Vasco de Gama" a ponte mais longa da Europa. Trinta minutos depois que deixou atrás as varias aglomerações de Lisboa está no seio das paisagens ondulantes semeado com olivais e sobreiros. Pela costa alentejana encontra se intactas praias de quilómetros e quilómetros areia dourada, o mar salgado, o céu interno azul e de vez em quando depara uma banda gaivotas mas mais além nada. Quem escolhe para uns dias de férias tranquilos no meio da natureza vai às redondezas de Comporta. Consume a refeição nos restaurantezinhos numerosos espelhados pela costa e escolhe um quarto de dormir numa casa de hóspedes. Há montes que oferecem quartos com pequeno-almoço incluído. Imagina residir numa quinta caiada que parece ao longe uma praça-forte numa paisagem verde e atrás aquele monte alentejano brilha uma vista extensa do lago onde as nuvens escassez se reflectem no azul-escuro da água. A vida no campo é boa e ainda melhor quando pode partilhar com outros.

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Sonhar

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                          Sonhar                 fotografia  peke cheeks  
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a madona


      

                                                                                 




     

 

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       A madona    Antuérpia

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Cascais à tarde

      

                                                                                 




     

 

 




  kat7gf2.gif                                               Cascais á tarde
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D.João 1

   D.João primeiro Mestre de Avis 1357-1433

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                      Praça da Figueira

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Historiazinha sobre Quinten Matsys

     U

ma historiazinha sobre QUINTEN MATSYS (1466-1514)
klik op de foto

    para ampliar e ver os pormenores toca na fotografia
No fundo, profissionalmente Quinten Matsys era ferreiro,

puttekequ4.jpg
estava desesperadamente apaixonado pela filha do pintor o Dirk Bouts. A adoração era tão grande que foi trabalhar como aprendiz pintor no estúdio do mestre. O Dirk Bouts adorava a filha e não queria seperar-se dela, era a sua menina preferida e procurava constantemente subterfúgios para tardar um eventual casamento. O Quinten depois de ter aperfeiçoado a sua aprendizagem deu - se conta que de não seria fácil persuadir uma pessoa tão cabeçuda como o seu patrão e que ele tinha de abordar o problema de outra maneira. Um dia o mestre recebeu de um cliente rico de Lovaina a encomenda de um quadro. Uma obra importantíssima. Nos dias seguintes trabalhou no quadro, quase sem interrupção. Contudo num momento da sua ausência, o Quinten adicionou rapidamente na tela um pormenor só para provar o seu talento. Quando o artista voltou para trabalhar, viu na figura que ele tinha pintado recentemente uma grande mosca, poisada no nariz da pessoa que era também o comitente desta obra. Perturbado, tentou cautelosamente afasta-la, mas aquele bicho chato ficou poisado, quando notou o seu engano, desatou a rir e muito impressionado exclamou " Quem pinta uma mosca com tanta autenticidade pode casar com a minha filha."            
    Met dank aan Alicia voor het verbeteren van deze Tekst

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Em frente da catedral de Antuérpia encontra-se um poço em ferro batido uma obra arte designado por O poço de Quinten Matsys ( het putteke van Quinten Matsys)

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Rapariga

Rapariga.
Tu própria, que podes ter a noção e ao mesmo tempo
o atrevimento de simplesmente expor
de vez em quando uma opinião
ou um seio: quando começa isso,

e no fundo quando acaba? As mulheres
são feitas de raparigas, aos quarenta
ainda deitam a língua de fora como aos quinze,
ficam cada vez mais jovens,

não sabem não seduzir. Como a poesia:
um gato que prudentemente caminha sobre as teclas
de um piano e olha para trás:
ouviste? viste-me?

Ah, o ar jovem das raparigas de quarenta,
como umas vezes querem, e outras não,
mas afinal sempre, se repararmos bem.
Onde estão os bons velhos tempos? Estão aqui, esses tempos.

Poema- Herman de Coninck

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HERMAN DE CONINCK, poeta belga (Mechelen, 1944) foi traduzido em Outubro de 1994 nos seminários de tradução colectiva de Mateus. A Quetzal editou-o em 1996, num livrinho revisto, completado e apresentado pelo poeta Nuno Júdice, intitulado “Os Hectares da Memória”.

Coninck, um dos mais importantes flamengos do pós-guerra, foi mais um desses poetas europeus – como Egito Gonçalves, – que tanto incomodaram os puristas por possuir uma notável capacidade de apreender de um quotidiano aparentemente estéril e banal, instantes sagazmente luminosos, através do uso de uma linguagem com notável capacidade discursiva, onde o humor não é o menor dos seus recursos. Foi um poeta do seu tempo: a fruição do leitor na leitura dos seus poemas resulta, suponho, da identificação com imagens suas contemporâneas que, com aparente objectividade, se dão a ler no poema.

Herman de Coninck morreu subitamente numa rua de Lisboa, em 1997, a caminho de uma reunião de poetas.

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Quinten Matsys

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   "O Anjo coroa as Santas Clara, Inês e Coleta", tábua do Convento de Jesus de Setúbal, atribuída ao mestre flamengo Quintino de Metsys (Quintin Massys), executada entre 1491 e 1507. Provavelmente doada por Maximiliano à rainha D.ª Leonor, que depois a doou ao Mosteiro e Jesus, de Setúbal, por volta de 1517-1519. Neste painel «é patente a típica serenidade da pintura executada pelo grande mestre.» (*)
O Retábulo do Altar-Mor do Convento de Jesus, constituído por 14 pinturas, foi executado por pintores portugueses entre 1520 e 1530, e constitui um dos mais notáveis conjuntos da arte do Renascimento português. Um dos seus painéis (imagem de cima) é inspirada na pintura de Metsys referida no início. A composição geral repete a lição do mestre, mas inova «na representação da gestualidade, na paleta cromática, e no simbolismo disfarçado - na flora representada ou no lagarto que "espreita" as virtuosas santas».(*)

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     Neste quadro há de facto um grande detalhe na representação das plantas e flores, o que, juntamente com o pequeno lagarto (lagartixa ? - ver imagem) apresenta a marca da autoria portuguesa. No entanto, o ambiente geral do quadro é mais sombrio do que o de Metsys, ao contrário do que o clima das regiões de origem poderiam implicar: muito mais fechado e sombrio nas terras do Norte do que em terras lusas. Mas o que está aqui representado é talvez o ambiente e clima "religiosos", muito mais abertos e luminosos na Flandres do que no Portugal da época.

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