Isabel de Portugal
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nunca mais: A tua face será pura,limpa e viva nem o teu andar como onda fugitiva Se poderá nos passos do tempo tecer. e nunca mais darei ao tempo a minha vida Nunca mais servirei senhor que possa morrer A luz da tarde mostra-me os destroços Do teu ser.Em breve a podridão Beberá os teus olhos e os teus ossos tomando a tua mão na sua mão Nunca mais servirei quem não possa viver Sempre, Porque eu amei como se fossem eternos A glória ,aluz e o brilho do teu ser, amei-te em verdade e transparência E nem sequer me resta a tua ausência, me resta És um rosto de nojo e negação E eu fecho os olhos para não te ver. |
Em 1526 O imperador Carlos quinto casou se com Isabel de Portugal, criam três filhos .
Em 1539 depois de 14 anos de casamento, faleceu a Isabel. Segundo parece, o Carlos tanto se comoveu com a perda que passava horas a contemplar o retrato da sua amada mulher, pintado pelo formoso Ticiano.
Ao entrega dos restos mortais da imperatriz Isabel ao Carlos Quinto em Granada, o duque de Gãndia disse na sua oração fúnebre, a famosa frase "decisión de nunca más servir a un señor que pueda morir".
A Poeta Sophia de Mello Breyner Andresen de Sousa Tavares dedicou à memorável frase um poema."Meditação do duque de Gãndia sobre a morte de Isabel de Portugal" um poema que sei de cor.
























