caldeirada


Tive a ventura de por uma vez, ter sido convidado a participar de caldeirada a borde de um barquinho. Era na minha primeira viagem a Lagos Algarve, O dia antes tivemos encontrado pescadores jovens, a conversa andava muito difícil para que ninguém falasse o inglês ou francês mas entendemo-nos com gesticulações, afinal compreendemos que eles nos convidam para ir pescar, no mar. Claro que estivemos de acordo,disposto a fazer uma coisa diferente,em vez de ir a praia ,um dia no mar e mesmo de bom grado.
Então.
O dia seguinte, estivemos aos cais para embarcar. Já houve um pequeno problema chato, estava mar baixo e tivemos que andar de gatas sobre rochas lamacentas e malcheirosas. Uma operação hilariante pois me tenha vestido de calças brancas.
A borde, encontrámos o mestre e nossos amigos pescadores, levamos connosco para o mestre e seus marujos novos, uma caixa de charutos e uma garrafa brandy.

A caldeirada: a raia, tamboril, pata-roxa, cação, tremelga, safio (evitar o ultimo a parte do rabo tem demasiadas espinhas)
A confecção: Salpique as postas de peixe com sal. Num tacho ponha em camadas, as cebolas em rodelas, as batatas também em rodelas finas, os peixe mas primeiro as postas que levam mais tempo para cozer, os tomates, louro, alho, pimenta, pimento, depois novamente cebolas etc. até esgotar os ingredientes, o sal, piripiri (atenção com isso) um pouco de vinho branco ou se os belgas preferissem cerveja, azeite, e algumas sardinhas no topo e ponha ao lume. Não necessita água. Um segredo do cozinheiro não mexe a caldeirada, pegam as asas do tacho e imprimem-lhe com pequenos movimentos de rotativos para que a cozinhado não se cole ao fundo também põem conchas de bivalves no fundo para evitar que se pegue.
Não venhas de garfo porque hoje é dia de sopa.
















