para aqueles que deploram que


Em 1977 além de ser a minha primeira visita à capital, encontrava naquele país ao Atlântico não só o ambiente da minha juventude mas também uma sociedade forte com a vontade deixar atrás os escombros de um regime esquelético e avançar definitivamente no caminho do progresso. Residimos no hotel Altis, por isso, não estranho que para quem tenha o privilégio dormir dentre os lençóis suaves deste hotel luxuoso, tudo se fazia canto, Pois, também precisávamos de descobrir as novidades e as impressões da vida portuguesa. Não me deixava perder a oportunidade apanhar o elevador da glória para subir ao bairro alto e vaguear nas ruazinhas e ver as lojinhas dos antiquários, os restaurantes com as suas montras cheias de peixes exóticos e carnes frescas No rossio, a esplanada da pastelaria Suíça (a única na cidade) era nosso lugar certo para descansar e gozar do movimentos na praça como se enrolasse uma fita dos anos sessenta enfrente nossos olhos.
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Hoje, Lisboa efervesce de cultura rica e tirou drasticamente as suas estruturas antigas para enfrentar o Millenium e para aqueles que deploram que o amolador desaparecesse e o engraxador tenha de buscar às pessoas sem nikes aos pés ou o eléctrico 28 só está lotado de turistas e o horizonte enchido com arranha-céus.É pena talvez, mas uma coisa está certa, Lisboa vive e não pára..



































