Alcácer do Sal,
Desde a auto-estrada a vila saltava aos olhos, que lindo, no arredor inteiro só havia os arrozais verdes e ao pé das casas um rio tortuoso. As casinhas brancas rastejam misturadas até ao castelo.
Hoje em dia, dentre os seus espessos muros dos tempos remotos estabilizou-se uma pousada copiosa. As cegonhas, os últimos moradores do castelo mudaram de casa e agora tinham de criar o seu prol nas estacas altas postas enfrente da pousada. Estacionámos o carro sob a sombra de uma árvore gigantesca à beira do Sado. Caminhamos pela margem, perto da ponte enferrujada, que liga as duas margens do rio, há um quiosque de souvenirs alentejanos, mais adiante algumas vendedoras barulhentas que estão a louvar a qualidade de camarões frescas. O Sado, a artéria económica da região brilha como prata.
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Às onze horas o sol já foi queimado e as ruas estreitas ainda não davam muita sombra. Por causa do calor não há muito movimenta, somente duas mulheres estavam a cacarejar na sombra do portal, ao passar as senhoras, eu captava uma parte da conversa."Aí dois carões que percam o caminho" por coincidência aprendeu esta palavra alguns dias antes."Carões " Um sorriso amplo apareceu no meu rosto não quer ser patife mas acho sempre uma coisa divertida a saber como os portugueses pensassem sobre os estrangeiros. Sem hesitar, perguntei lhes amavelmente no meu melhor Português, o caminho mais curto para ir ao castelo.
Acabamos nossa visita com um almoço memorável.
As sardinhas grelhados à vontade com batatas cozidas na casca e não faltava na mesa o saboroso pão alentejano . Um exelente vinho maduro aperfeiçoava a refeição .Assim acabou um dia lindo em Alcácer do Sal.