cinco minutos

Os cinco minutos do 1 Fevereiro
O entusiasmo para viver cinco minutos na escuridão em volta da luz de uma vela foi imitado apenas por trezentos e mil famílias.
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Aqui e ali algumas luzes foram apagadas nos edifícios do governo, demasiado pouco. Somente os restaurantes sob a pretexto da salvação mundial têm servido o jantar na luz do castiçal. Não suficiente para um mundo onde a fauna e flora ainda não reconhecem as estações do ano. Por cinco minutos escuridade não salva um prado nem o mundo, se quisermos salvar a planeta, precisamos de viver cinco séculos na obscuridade. Temos de exilar todos os frigoríficos para depósito e guardar tudo na cava fresca. Como nos tempos dos nossos avos .
É verdade, rituais e símbolos estão para acalentar, como argumento? Afinal foram umas coisas esplêndidas que de repente por cinco minutos as luzinhas do Atomium em Bruxelas apagaram. Mas não esqueçam, a energia para emitir aquelas imagens do colapso poético pela televisão têm custado algumas árvores.
Não quero ser cínico mas nascemos na escuridade e morreremos na escuridão.







Numa pergunta ao realizador se Bruges ainda não seria mais adequada para uma fita romântica desatava a rir "exactamente, este contrasta preciso para fazer a minha comédia preta " Aliás o director da produção estava muito satisfeito para que a população de Bruges reagisse com entusiasmo ao apelo para se oferecer como figurantes. E mesmos os actores estão encantados sobre a frequentação dos nativos. De vez em quando alguém acanhado tira uma fotografia, de resto deixam as vedetas do cinema em paz. Não sei por quando este filme internacional vai exibir nas salas de cinema em Portugal mas somente já vale a pena ver a lindíssima Bruges e para aqueles que não sentem interesse pela cidade podem admirar o Collin Farrel.

















