a avenida da liberdade

Queria beber um Vinho do porto na Avenida da Liberdade
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O voo durou duas horas e trinta minutos mas parecia-me uma perpetuidade. Cada dez minutos estive a espreitar ao meu relógio para depois isso exalar um suspiro profundo, lamentava-me de voz alta e até ao desespero do meu companheiro a duração do voo. Fiquei mau disposto pelo facto que ainda não estava sentado preguiçosamente numa cadeira além na avenida da liberdade. Na altura só havia, perto das tapadas públicas, dois cafés com esplanada. Desde o momento que parti da casa tinha só uma deseja em pensamento e ninguém me pôde fazer mudar de opinião,queria beber um bom vinho do porto.
Lancei as malas no quarto e dirigia-me sem hesitar para a esplanada na avenida da Liberdade. Enfim o empregado chegava à nossa mesa com no seu tabuleiro um cálice de vinho do porto, devo dizer a verdade, mas, no meu pensamento durante o voo tinha em frente dos olhos um copo maior que o cálice apresentado nessa bandeja, embora estivesse contente. Olhava gulosamente para o vinho do porto. De improviso alguém toca me os ombros, olhei mas via ninguém. Até a minha estupefacção o cálice na mesa estava completamente vazio, o tanto desejado vinho feito de uvas amadurecidas nos vertentes do Douro, desapareceu no estômago dum fulano. O tipo provavelmente sem fogo fixe agradeceu me rapidamente e sem remorso fugiu na multidão da avenida.


























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Vinho do porto
Vinho do porto