O primeiro Maio,
Na tradição como o seu pai e avozinho dela na altura fizeram no primeiro Maio, ela também andará com prol e cão mais a bandeira vermelha na mão no cortejo. Um dito do último falecido avô, "Deus tem de gostar dos socialistas porque o sol sempre participa nesse dia."
Ao sair a casa com a família para irem à festa vermelha diz o vizinho, adepto da extrema-direita.
-Antigamente houve muita gente na manifestação.
Ela repostou irritada mas pronto a combater - Tem razão vizinho, antigamente a multidão presente era maior que hoje, mas os milhares pessoas que ainda hoje andam nos sons do internacional pelas ruas de Antuérpia, quando passarem pela tribuna dos parlamentários vão estar uma massa e a cêntupla e cêntupla mais que o nosso pastor pode reunir para sua procissão da igreja de São Paulos.
Não mais lhe adjudicou uma olhadela e continuava o caminho à manifestação com prol e cão mais a bandeira vermelha na mão.
4 reacties op dit bericht
Olá...
Olá...
Caríssima senhora
Ik was volkomen van men melk .
Ao ler o seu comentário estava completamente desnorteado e ao mesmo tempo tão entusiasmado pelo facto que uma senhora portuguesa satisfaz um desejo às escondidas meu, encontrar na internet uma pessoa que diria um parecer sobre os meus textos portugueses. Então aconteceu, não só qualquer uma, mas uma pessoa que se ocupa diariamente com a língua. Evidentemente sinto me estimado, e é verdade, os verbos ficarão para mim um pesadelo porque não consigo usar o emprego dos verbos exacto.
Que a senhora tinha tanto belos momentos com o marido no Schone Brugge ( in de vlaamse betekenis van mooi) regozija - me muito. No que se refere de Gand, não sei quanto tempo passou, que a senhora estivesse lá, mas hoje em dia a cidade é mais gloriosa que anterior e pode facilmente se comparar com a beldade de Bruges.
Que a senhora em Antuérpia o nosso lindíssimo dialecto falado não tinha entendido, foi a culpa das tropas do duque de Parma " o Farnese " (marido da D. Maria de Portugal) que tenham conquistado a nossa cidade dos rebeldes calvinistas. Assim acabou a força económica e o recrutamento cultural (língua) de Antuérpia nos países baixos.
Afinal, julgo que a coisa mais bonita de Flandres fique, o primeiro voo para Portugal.
Mij oprechte dank voor de mooie aandacht die ge me heb geschonken
Até breve Theo o alfacinha
Alicia
Esta é a segunda cópia que escrevo: a primeira evaporou-se no éter, antes de conseguir enviá-la. Vou tentar lembrar-me do que lhe dizia.
Encontrámo-nos já no blog de Platero. Eu já passei por aqui algumas vezes, sem, no entanto, deixar qualquer rasto da minha passagem. Lia, a saudade instalava-se e as palavras fugiam - e eu fugia com elas.
Saudades de Bruge, aquela cidadezinha incrível, por onde o meu marido e eu - então, respectivamente, professor e aluna na Universidade de Utreque - vagueávamos, perdidos nas ruelas e perdidos no tempo, com vontade de esquecer relógios, de esquecer calendários, de ficar, apenas ali... Foi há muito tempo.
Saudades de Gande, do sol a reflectir-se nos vitrais do Quai, às cinco da tarde, depois de um dia passado a "bisbilhotar" a história comum dos nossos dois países na Biblioteca da Universidade... Foi há muito tempo...
Saudades de Antuérpia - menos um pouco, talvez -, onde o dialecto falado pelas pessoas nas ruas me faziam vaguear perdida, a rir, pelas ruas, por nada ter compreendido das amáveis explicações que me davam, num neerlandês tão pouco parecido com aquele a que estava habituada. Foi há muito tempo.
E Bruxelas, claro, e Lovaina, mas sobretudo as pequenas terreolas, sempre as nossas preferidas...
Um dia passámos a toda a pressa em MONS, porque era hora de almoço e tínhamos planeado ir almoçar a Bergen...Só quando a fome apertou, sem encontrarmos Bergen, nos lembrámos do triliguismo belga... Foi tudo há tanto tempo.
Falecido o meu marido, sempre companhia inseparável de todas essas aventuras, nunca mais lá voltei. Tudo é saudade. Sobretudo dele.
Neste momento, estou a traduzir, entre outras coisas, um romance do flamengo. Um verdadeiro desafio, para um bom tradutor. Os vossos "ge" e "gij", tão arcaizantes, mas tão saborosos... Gostava de manter essa característica na tradução portuguesa. Um problema que ainda tenho de resolver.
Se quiser, posso ajudá-la um pouco com o seu português. As suas principais faltas são, como para todos os estudantes estrangeiros, o problema da conjugação dos verbos (que também é problema de muitos portugueses!) e os géneros das palavras. Mas compreendemos tudo quanto escreve em português. O que é importante, afinal, é a sua capacidade de comunicação na nossa língua, que é uma língua com uma gramática extremamente difícil! Apesar disso, comunica bem!
Eu também tenho problemas em neerlandês - e nas outras cinco línguas de que traduzo para o português. Não desista.
Tem o meu e-mail. Sempre que quiser...
Obrigada por gostar deste país. Gosto da definição de amigo de Hubbard: "Um amigo é aquele que sabe tudo a nosso respeito e que, apesar disso, gosta de nós". Saber tanto a respeito deste país e, apesar disso, gostar dele é, de facto, ser amiga!.
Até à próxima.
Abraço português,
Alicia