Porto canção
Porto canção
Fernando Peixoto
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Neste Porto todo em bruma que cobre as águas do rio passeia um deus que se esfuma nas águas em desvario Neste Porto em que me deito sonho noites de ternura sorvendo -o me deleito em cálices de armargura depois deito -me adormeço numa cama de granito já nem me reconheço nos sonhos em que me agito Ao chegar a madrugada> espreguiça -se a cidade respira o ar da nortada banha -se na claridade Neste Porto me levanto com gestos de lentidão entorpecido no canto dos passos da multidão E saio por aí fora disfarçado em burburinho como quem sabe onde mora Este Porto em desalinho vou sorvendo o labrinto em frenética ansiedade Neste Porto em que me sinto um Ícaro em liberdade. e mergulho na corrente coloco a Foz como rota dirigindo-me ao poente nas asas duma gaivota busco o mar que me alicia com as lendas marinheiras com ondas de melodia a embalar as traineiras. Neste porto todo em bruma que se alaga sobre o rio passeia um deus que se esfuma nas águas em desvario: é Neptuno carpindo os seus ciúmes e mágoas ao ver O Porto sorrindo sobre o espelho das águas. POEMA Fernando Peixoto |
In dit Porto waarin ik me voel als een Icarus in vrijheid ,duik ik in de stroom en is de monding mijn baken, ik richt mij naar het westen op de vleugels van een zeemeeuw, zoek ik de zee die me voor haar wint met de sagen der zeelui ,op zangerige golven en op het wiegen der treilers.In dit Porto gehuld in dikke mist zich spreidend over de rivier. Wandelt een God die vervaagt ,spelende in het water, ´t is Neptunis zich zijn leed en afgunst beklagend ,bij het zien over de spiegels van het water een glimlachend Porto .




















Uns rabiscos sem esperança com certeza mas, de vez em quando saltam aos olhos, um de humor negro.





