Os três aldeões estavam decentemente acostado à parede

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Caminhantes destemidos que somos, tínhamos dificuldade subir a estrada escarpada em curvas. A falta de uma vereda e o facto que o sol estava na posição mais elevada no céu não faziam melhorar a situação de nossa condição. Por isso decidimos parar na primeira cervejaria que encontramos para repousarmos de nossos sofrimentos. Um poste indicador chamou nosso atenção em letras grandes " mesquita"seguimo-lo e andamos pela aldeia pitoresca e branca como neve Murfarém. A mesquita, museu de azulejaria e etnografia árabe estava fechado. Não hava ninguém na rua, nem loja nem cervejaria nada, só uma associação dos moradores. O estabelecimento era sóbrio e pintado branco com faixas largas azul. Alguns locais ao balcão e, na parede o retrato do revolucionário Ché ?
A conversa foi feita facilmente com os locais por causa a sua curiosidade, dois turistas à visita numa aldeia que parece esquecido por Deus.
-Sim, Sim Senhor, estiveram lá mas, o museu estava fechado.
- Ah! Se quiserem visitar vou buscar alguém com a chave.
-não, não precisa, obrigado.
No momento em que queremos partir, estava três pessoas enfrente nosso. Um homem com a chave na mão e dois rapazes. Penso que os rapazes estivessem cá no caso precisassem de traduzir, sei lá?
A mesquita usada anterior como capela tinha uma montra com alguns espólios dos tempos remotos e um grande azulejo árabe no meio.
O homem de chave afastou um tapete gastado ao pé do altar, apareceu uma pedra enorme com uma argola grande.
- Isto é um caminho subterrâneo, em tempos de guerras ,os habitantes usaram o caminho segredo para fugir. Dizia ele com ar misterioso
-já o desceu ?
- Não, não é perigoso por falta de oxigénio.
Calado, dizemos sim com a cabeça
Os três aldeões estavam decentemente acostados contre a parede da mequita numa fila e com os seus semblantes escuros, cabelo e olhos pretos, não era difícil imaginar que ,estavam cá ainde familiares afastados dos Mouros. Aliás a aldeia Murfarém é a mais antiga aglomeração de Almada , situa-se no ponto mais elevado nos arredores e tem uma vista espectacular sobre o Tejo e Lisboa.








Encontramos a ruína da Quinta do Sisto perto da água. No Verão o leito da ribeirinha está quase sem água, mas, a pouca água que está lá continua a correr lentamente o seu curso, prosseguimos o caminho da água. Sob a abundância das árvores grandes aprovamos agradavelmente da sombra fresca, a luz filtrada pelas folhas turbilhona para solo, O vento sopra ligeiramente nas copas e deixa fremir as folhas secas, um momento ideal para repousarmos um pouco.
Estivemos excitados pela formosura de uma ladeada de palmeiras antigas com as palmas velhas espelhados às centenas no solo, ao longe uma granja intacta mas abandonada, guardado por quatro palmeiras altas.






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